domingo, 26 de abril de 2009

REUNIÃO DO GRUPO


Dalva Pereira
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"IRAI-VOS, E NÃO PEQUEIS. NÃO SE PONHA O SOL SOBRE VOSSA IRA..." Ef.4:26


Neste mundo onde a agressividade tomou conta das ruas, das escolas e das casas, as famílias não se entendem, pai agride filho, filho agride pai, os idosos são maltratados, as crianças molestadas, e há mortes todos os dias por balas perdidas; as guerras não têm fim, entre as nações e nas nossas vidas. É um mundo rodeado de injustiças, o que tem tornado os homens cada vez mais agressivos, e os danos pessoais, familiares e sociais são, muitas vezes, irreversíveis.
O que dizer de tudo isso, onde a humanidade se perdeu? Como estancar este descontrole?

No nosso Grupo, temos colocado em discussão todo conhecimento que propicie usar a Inteligência Emocional positivamente, evitando conseqüências danosas.
A ciência tem comprovado que, quem souber administrar bem suas emoções, levar inteligência a elas, e ter domínio próprio, terá um diferencial em todas as áreas de sua vida: no relacionamento amoroso, no trabalho, na vida social, ministerial e familiar. Ainda, fará um bem à sua saúde, evitando muitas doenças, e criando possibilidades para ter longevidade e qualidade de vida.
Um dos sentimentos que, mal conduzido, pode colocar tudo isso em risco é a IRA.

A ira (cólera)
“é um impulso momentâneo, limitado em si mesmo, a que todos nós, em maior ou menor grau, estamos sujeitos.”
Seria ideal se não precisássemos experimentá-la, porém, uma vez irados, necessário se faz dar vazão, e é exatamente na forma de extravasar a ira que nos diferenciamos uns dos outros. Há quem aconselhe sapatear, esmurrar uma almofada ou colchão, ou gritar... resolve?

Outros são da opinião que, “Se eu entrar em ação, a emoção se consome no próprio ato.” É visível esta afirmação quando pessoas iradas agridem a outras, e instantaneamente se aquietam como se nada houvesse acontecido.
É verdadeira a necessidade de se liberar as emoções, dizer o que está sentindo, não reprimir a ira, que certamente se transformará em raiva (ódio), ou ressentimento.
O segredo está em como entrar em ação num momento de ira, sem praticar insanidades!

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Irar mas não pecar, como é isso?
A ira é um sentimento que independe da nossa vontade, vem e pronto.
O pecado, ação danosa que se segue à ira, passa pela consciência, pelo entendimento, e deve ser evitado.

PV. 14:17 diz: “O que facilmente se ira faz doidices, e o homem de maus desígnios é odiado.”Quem tem prazer em estar ao lado de pessoas que têm “pavio curto”? É muito desagradável, são pessoas que se expõem e acabam expondo os outros ao seu redor!
Por outro lado, existem as que carregam por toda uma vida, em silêncio, rancor por outra pessoa, por situações que esta outra nem tem conhecimento de que existiu.
A ira contida gera a raiva (o ódio). Quando não damos vazão a esse sentimento, ficamos a todo instante revivendo-o, e ele se converte em ressentimento.
A Palavra diz “...não se ponha o sol sobre vossa ira...”. O Apóstolo Paulo nos alerta a não guardar o sentimento ruim, não carregar para o outro dia, não deixar que o nosso coração acolha ressentimentos.
Ecl. 7:9 diz “Não te apresses no teu espírito a irar-te, pois a ira abriga-se no seio dos tolos.”A raiva (o ódio), é um sentimento potencialmente destrutivo, para aqueles que o sentem, fazendo-os prisioneiros por toda a vida, “remoendo” o objeto da raiva. Poderíamos nomear esse sentimento, de “falta de perdão”.
Ter domínio próprio não é “engolir o choro”, “passar batido”, “fazer como se não visse”. É ter controle das emoções para agir e reagir adequadamente sem precipitações, utilizando o bom senso.

A Bíblia nos diz em Gálatas 5:17 “...a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrario a carne.”
A ira é um sentimento imaturo e primário, que tem como objetivo a satisfação imediata de sua inquietação.
Porém, quando temos a nossa mente renovada pela Palavra de Deus, a ira pode ser domada e extravasada de forma construtiva.
Gálatas 5:22 “.....Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.”Nós somos seres agraciados com a inteligência, temos a capacidade de nos expressar por palavras, instrumento de grande valor para a comunicação entre os homens. Porém, desde cedo somos ensinados que confessar, aos outros, o que realmente sentimos, é sinal de fraqueza, principalmente se for algo que nos inferioriza, ou se implicar num pedido de perdão, algo tão difícil para se fazer.

Já discutimos aqui sobre de que maneira as emoções vêm, e vão, independente da nossa vontade e por isso, contê-las, não deixar que a fala expresse esses sentimentos, nos faz procurar outra saída, nem sempre a melhor. De acordo com os cientistas, as emoções “falam” com a “linguagem dos órgãos”, ou seja, o adoecimento de um determinado órgão pode ser a forma inconsciente de o indivíduo mostrar seu sofrimento (doenças psicossomáticas, doenças da alma).

Atualmente já se tem comprovado o quanto as emoções podem afetar o organismo do homem, trazendo muitas enfermidades.
Em PV. 28:13 diz: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.
Tiago 5:16 “Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.”


Você precisa refletir como anda o seu domínio próprio, e como a Palavra de Deus pode lhe orientar nas situações de ira, evitando a gritaria, a violência verbal ou física, o abismo entre você e os seus amados, o prejuízo à saúde e às outras áreas da sua vida.
Salmo 37:8 – “ Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.”

Uma prática de resultados excelentes é o “desabafo”, que consiste em não estar só, dividindo com pessoas de confiança, em condições de ajudar, a sua impotência para lidar com estes sentimentos, e deixar-se transformar, mudando o seu comportamento.
Confessar o que sentimos uns aos outros, é remédio para o corpo e para a alma. Compartilhar a tristeza, expor a dor, é como se dividisse, aliviasse as perdas, as angústias.

Nunca guarde sentimentos que te incomodam, busque uma forma adequada para se livrar deles, esse peso você não precisa carregar!
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Martha Miguel

sábado, 18 de abril de 2009

QUANDO A MENTE E O CORAÇÃO CAMINHAM JUNTOS

“A dificuldade do ser humano não está em viver com emoção, mas na forma inadequada em que ela é vivenciada”

Erroneamente aprendemos que precisamos usar a razão, que viver com emoção prejudica o desempenho.
Veremos que esta afirmativa é real se não soubermos estar com as duas em equilíbrio, pois viver só da emoção ou só da razão, são extremos que, igualmente, deixam o homem empobrecido.

Outro dia, uma senhora com seus 70 anos de idade, estressada em suas tarefas profissionais, disse: “Eu acho que ponho muito a emoção no que faço e por isso me desgasto muito, preciso deixar a emoção de lado e usar a razão.”

Visualizando uma balança, coloque a sua razão de um lado e a emoção do outro. Você vai perceber que varia de peso para cada situação vivenciada, e que em muitas delas está extremamente em desequilíbrio.
Precisamos buscar sempre o equilíbrio, ouvir o coração e submetê-lo a tudo que foi aprendido ao seu favor.

Talvez, o difícil esteja em como fazer isso.
Primeiramente, é preciso ter força para romper com os paradigmas, abrir a mente para novas alternativas e perdoar, a si mesmo e ao próximo. Muitas vezes, dizemos “Eu compreendo, mas não sinto”, ou “Eu sinto, mas não sei como fazer”. É preciso levar sabedoria à nossa mente e às nossas emoções.
Porém, não é tão simples assim mudar a mente, a forma como pensamos, o jeito de fazer as coisas, e ainda controlar as emoções para evitar os desastres da vida. Parece coisa impossível.
É difícil sim, precisa ter determinação, uma boa orientação, força interior, e poder para realizar. É preciso boa vontade.


FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Para os Cristãos o caminho onde encontrar esse poder de realização, já nos foi dado a conhecer.
Em Jó 28: 20 e 28 diz: ”De onde, pois, vem a sabedoria? Onde habita o entendimento? O temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é o entendimento”.

Entendemos a palavra de Deus, deixamo-nos mover pelo sentimento que ela nos dá, como coragem, perdão, amor, fé, esperança, mas é no espírito que o homem recebe o poder de Deus para rejeitar o que é ruim para viver esses sentimentos de forma adequada, sendo curado, transformado.
Jesus ensina: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. Mateus 22:37

O entendimento dos ensinamentos do evangelho só pode ser vivenciado quando o coração recebe e decodifica, apontando as mudanças que precisam ser feitas em nossa vida. A mente se renova pelo entendimento, mas a transformação acontece no coração, nas emoções.

Sabemos que estudar a Palavra não é o suficiente para uma transformação efetiva, muitos a entendem de forma inquestionável, mas, doentes em suas emoções, na hora de agir não utilizam o entendimento, o raciocínio, ficando à mercê delas.

O espírito do homem recebe de Deus o poder que rega as emoções com a verdade. É conhecendo o verdadeiro amor de Deus que podemos “compreender emocionalmente”, o arrependimento, o amor, a misericórdia, e o valor do perdão.

É o espírito renovado e fortalecido pelo entendimento da Palavra (Romanos 12:2) que diferencia o homem que serve e o que não serve a Deus.
João 3:7 Jesus diz a Nicodemos “Necessário se vos é nascer de novo.” Ele pergunta: “Como pode ser isso?”. Jesus responde: “Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?”
Nicodemos entendia (na mente) o que Jesus ensinava, sentia (nas emoções) a necessidade de viver tudo aquilo, contudo, não tinha forças para exercitar a sua fé. Faltou a ele o poder, e isso só Deus pode dar, e Nicodemos não se abriu para receber. A fé não encontra pouso numa cabeça confusa, num coração cheio de sentimentos contraditórios, e é preciso saber que a fé, o entendimento, a emoção, são igualmente necessários para se ter o equilíbrio que levará ao bom desempenho.

A Bíblia nos mostra na vida de Pedro e de Judas, a importância do tratar da alma para viver as promessas de Deus.
O Dr. Augusto Cury, em seu livro "O Mestre Inesquecível", faz uma analogia da vida de Pedro e Judas que gosto muito e quero compartilhar com vocês.
Pedro e Judas caminharam com Jesus por três anos, os dois tiveram as mesmas oportunidades, mas os seus destinos foram completamente diferentes.
Pedro era um homem impetuoso, irritado e tenso (pura emoção). Sua mente era um livro aberto: pensou, exteriorizou; bateu, levou. Era muito sincero, não dissimulava seus sentimentos. O seu descontrole emocional o fez negar Jesus por três vezes, mesmo já tendo sido advertido pelo Mestre. Não conseguia “pensar duas vezes”.

Por outro lado, Judas era de mente ponderada, raciocinava antes de agir, mas seu coração era duro. As sementes que Jesus plantou em seu coração, não criaram raízes mais profundas, era solo ruim. Era uma pessoa auto-suficiente e não transparente.
Tanto Pedro como Judas erraram, mas os seus destinos foram diferentes. Por quê?
Os dois erraram e se arrependeram, choraram muito. Ambos sentiram culpa pelo que fizeram com Jesus.

No entanto, havia uma diferença.
Pedro amava Jesus, esse amor resistiu ao drama da culpa, e ele foi alcançado pelo olhar de misericórdia de Jesus, o perdão.

O que Judas sentia por Jesus era admiração, achava vantajoso andar com Ele, mas isto não foi o suficiente para entender as Suas palavras, quando Jesus o chamou de amigo. E Judas traiu Jesus.
Pedro se perdoou, ele conhecia o poder do perdão, Judas se puniu, não conhecia o amor.
Judas se isolou, com vergonha; a dor sufocou suas emoções e tornou-o uma pessoa indigna, levando-o ao suicídio.

Enquanto isso, Pedro deixou-se tocar nas suas emoções, compreendendo a sua fragilidade. Tornou-se  grande, por enxergar sua pequenez.
Para Pedro, o fato de haver negado a Jesus se tornou algo muito insignificante, diante dos seus sentimentos pelo Mestre; com esse sentimento, teve a coragem de contar o que se passava com ele, fortaleceu-se, e isso o levou, logo em seguida, a dar um depoimento fervoroso de sua caminhada com Jesus, para milhares de pessoas.

Jesus nunca facilitou para os discípulos, usava parábolas para que eles buscassem o entendimento e o sentimento nas suas palavras. Ensinava-os a olhar para dentro de si mesmos, e Pedro foi um bom aprendiz.
Como grande mestre, Jesus soube reconhecer em seus discípulos as limitações de cada um diante dos ensinamentos, e até as daquele que rejeitava em recebê-los.
João 17:12 “Nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição...”. Judas se perdeu porque não se abriu para renovar a mente e ser curado em suas emoções.

Tinha o guia para seu entendimento, o poder em suas mãos para ser transformado nas emoções, mas não quis.

Hoje, você tem o Espírito Santo de Deus, que lhe dá poder para transformar a sua mente, e curar as suas emoções. Se algo o incomoda, tira a sua paz, busque saber que sentimento é esse, coloque a razão sobre ele, e a perturbação cessará. A razão trará serenidade e a emoção o “feeling”, ou como se costuma dizer, a intuição para uma atitude sábia na hora certa. Vamos equilibrar essa balança, nem tanto razão, nem tanto emoção, deixe Jesus ser o “pesinho” de equilíbrio dessa balança, para que as suas emoções e a sua mente estejam em perfeita harmonia, com Ele reinando em seu ser.

É o mesmo Jesus, o mesmo evangelho, o mesmo poder, o que você está esperando?

Faça como Pedro! RENDA-SE AO OLHAR DE MISERICÓRDIA DE JESUS!

Pb Martha Miguel

terça-feira, 14 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

CELEBRAÇÃO



QUERIDAS

HOJE É UM DOMINGO DIFERENTE, É ESPECIAL, HOJE CELEBRAMOS O DIA EM QUE A VIDA VENCEU A MORTE, JESUS!

MUITOS ACHAM QUE A PÁSCOA É APENAS COMEMORAÇÃO COM “COMILANÇA E GASTANÇA”, NEM SEQUER TÊM O CUIDADO DE FAZER COM QUE ESSE DIA SEJA ESPECIAL.
VOCÊ JÁ PENSOU NA POSSIBILIDADE DE RESERVAR ESSE MOMENTO PARA REFLEXÃO?
A PÁSCOA FOI UM FATO IMPORTANTE DEMAIS PARA SER APENAS COMEMORADO, HÁ PROPÓSITO PARA TUDO QUE DEUS FAZ.
REFLITA SOBRE AS ÁREAS DA SUA VIDA QUE PRECISAM DE RESSURREIÇÃO.
É ESTE O TEMPO... É PÁSCOA, APROVEITE, A VIDA ESTÁ BATENDO À SUA PORTA, NÃO A DEIXE ESCAPAR!


FELIZ PÁSCOA
DORCAS-JARDINS