domingo, 20 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!



Para refletir:

ALEGRIAS E TRISTEZAS NATALINAS

Nesta época do ano, sou levado a pensar no nascimento de Jesus (Lucas 2:8 a 20).
Muita alegria, diversão, viagens, encontro da família, mesa farta. Tudo isso é bom e gostoso, mas infelizmente, quase sempre há um lado triste acompanhando a festa.

Lembre-se que isso já aconteceu há mais de 2.000 ano atrás!

Quando José e Maria chegaram a Belém ocorreu um fato muito triste. Não havia lugar para eles na hospedaria, quer dizer: não havia lugar para Jesus nascer! “...e ela deu à luz ao seu filho primogênito e o deitou enfaixado, numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

Hoje, parece que não mudou muita coisa. A maioria das pessoas comemora o Natal, festejam, se alegram, mas não passam disso: ELAS NÃO TÊM LUGAR PARA JESUS EM SUAS VIDAS!
Darcy Siqueira


Chegou o Natal!

Natal lembra presentes, Papai Noel, luzes piscando, muitos enfeites, Final de Ano, férias, aliás, as crianças crescem sem saber o verdadeiro significado do Natal.
Acredito que esse é o maior motivo do Natal ter se tornado uma data em que as pessoas sentem-se cobradas a estarem alegres, mas no seu íntimo não sabem onde encontrar essa verdadeira alegria.

Jesus diz: “...a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá.” João 14:27

Se você está procurando paz e alegria, não é nos presentes, nas comemorações que você vai encontrá-la: ABRA UM ESPAÇO PARA JESUS ENTRAR EM SUA VIDA!

As DORCAS desejam a você um Ano Próspero e um Natal com festas, presentes, paz, alegria, e Jesus reinando em sua vida.

DORCAS Renascer
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

BAZAR DE NATAL/2009

A PERSEVERANÇA PRODUZ EXPERIÊNCIA QUE POR SUA VEZ PRODUZ ESPERANÇA DE PROSPERIDADE E HONRA!
ESSAS MULHERES TÊM PERSEVERADO E PLANTADO PARA COLHER AMANHÃ! 


Aulas de Artesanato ministrado pelas DORCAS
Ao som do teclado com Adão Monteiro






Aulas de Maquiagem com os produtos Mary Kay (selma.marykay@hotmail.com)



DONNADÊ Casa e Decoração (http://www.elo7.com.br/)


Atelier Luciane (http://www.elo7.com.br/atelierlucianevaleria)
www.flickr.com/photos/atelierlucianevaleria


Emagreça com Saúde (Herba Life)
Roberto e esposa (8625-2535)
                                   



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço."

Porque será que sabemos em detalhes aquilo que não queremos viver, o que não nos agrada, e temos tantas dificuldades em descobrir o que realmente gostaríamos de viver e/ou colocamos de forma tão genérica nossos desejos?

Em assuntos anteriores, destacamos sobre mudanças de comportamento e conscientização da busca de uma vida gratificante. Escolher o modo de vida é exercitar o livre arbítrio. Neste contexto, vimos que:

- As escolhas que fazemos são baseadas nos valores que temos como regras para nossa vida, valores adquiridos desde a infância que, ao longo do nosso desenvolvimento, vão determinar o nosso querer.
- Estes valores são, muitas vezes, fruto das vivências boas ou ruins que tivemos.
- Essas vivências, quando ruins, nos fazem registrar conceitos distorcidos da verdade sobre nós mesmos e estes registros podem nos manter presos nos acontecimentos do passado.
- Assim como valores ruins podem determinar escolhas de maus caminhos, valores bons devem levar às boas escolhas e a realizações saudáveis.

Temos uma tendência natural em definir o nosso querer pela negação ou pela oposição ao que não queremos. A ansiedade faz com que nos preocupemos mais com as coisas que não queremos viver, deixando de nos empenhar naquilo que é realmente o nosso querer, o nosso bem. Muitas vezes ficamos presos àquilo que vivemos e não nos agradou, tomamos como exemplo pessoas que falharam, passando a desejar ardentemente não repetir a experiência delas, e muito menos viver aquilo de ruim que presenciamos em suas vidas. Com estas coisas povoando nossa mente e nossos sentimentos, nossa vida fica paralisada.

Tudo na vida tem como possibilidade dois resultados: dar certo ou dar errado.
De uma pessoa para quem tudo vai bem, diz-se que tem sorte, que tem sempre alguém que ajude ou facilite as coisas, que é abençoada. Mas daquela que vive de dificuldade em dificuldade, se diz que não tem sorte, parece que “tem uma coisa”, nada vai pra frente.
Quando então se pronuncia o termo “maldição hereditária” o peso fica ainda maior, principalmente se um filho, tal e qual o avô e o pai, não consegue libertar-se do vício da bebida; se a causa das mortes é sempre pela mesma doença; se os divórcios continuam acontecendo de pai para filho, e o estado de dificuldade financeira já faz parte do dia a dia da família há décadas. A esperança tarda, a fé esfria e o coração fica doente de conformismo “diante do fado, do carma, do destino”. Grosso modo, maldições são manifestações visíveis de males que assolam uma pessoa, famílias ou todo um povo.

EXEMPLIFICANDO: “É muito comum olharmos para a vida dos nossos pais e focarmos o pensamento naquilo que rejeitamos neles, num esforço para NÃO REPETIR os mesmos erros. Este foco só nos levará para o mesmo caminho que eles trilharam, pois não investimos na transformação, e sim no reforço das atitudes que tanto desaprovamos. Essa atitude nos afasta dos sonhos. Para sonhar é necessário soltar a imaginação, e se seus pensamentos estão presos ao negativo, jamais poderá ter bons sonhos.
Para você ser uma pessoa realizada, precisa ter projetos de vida, e é dos seus “bons sonhos” que você constrói a base onde os seus “bons projetos” poderão nascer.

FUNDAMENTOS BÍBLICOS:

As pessoas chegam às igrejas em busca de mudança de vida, se convertem, e ficam à espera de ver revertidas todas as situações de dor, miséria ou enfermidades nas suas vidas. Quando isto tarda muito ou não acontece, um dos grandes culpados mencionados é o gigante da maldição, como se estivesse pré-destinado a tê-lo como companheiro por toda a vida.
Por que então em Jr 31:29-30 e Ez. 18 através de seus profetas há milênios atrás, Deus já passava um recado tão diferente para seu povo?
“Naqueles dias nunca mais dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram. Mas cada um morrerá pela sua iniqüidade e de todo homem que comer as uvas verdes os dentes se embotarão.”
Isto é, cada um responderá por si, pelos seus atos e escolhas, não precisará aceitar passivamente ou repetir a herança ruim da família, a maldição. “Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não encontra pouso,” Pv. 26:2

Muitas pessoas estão presas ao pensamento de que a sua vida está “emperrada” devido à maldição hereditária. São situações que vêm se repetindo de pais para filhos há gerações. A maldição, para se instalar e se desenvolver na vida de uma pessoa, precisa encontrar um terreno preparado à sua espera. Encontrando um solo ocupado por uma vistosa vegetação de fé e amor, de uma mente renovada, de atitudes positivas de superação, não consegue espaço para crescer e produzir seus maus frutos.

“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Romanos 7:19”
Uma das atitudes que nos faz perder tempo e agasalhar maldições é o esforço despendido em pensamentos e ações com aquilo que não queremos, deixando de nos envolver com o que realmente nos fará realizados. Assim abrimos brechas mentais, emocionais e físicas, onde o mal prospera facilmente, trazendo a morte de nossos sonhos e da esperança de que um dia tudo poderá se concretizar.
Por isso, é necessário que descubramos o nosso querer, aquilo que Deus colocou em nosso ser, o que Ele determinou de melhor para nós.

Jo 8:32 “Então conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
É Jesus quem nos traz o entendimento de que somos livres para escolher o nosso próprio caminho. Ele nos mostra esta condição de sermos administradores das nossas vontades, pensamentos e atitudes.
Jesus nunca dirá: “Conte para mim como foi seu pai para eu poder resolver o que você pode ou não pode ser”. Jesus sempre perguntará: “O que queres que Eu te faça?”
Seja qual for o motivo pelo qual meus pais não conseguiram realizar seus sonhos, EU NÃO PRECISO SEGUIR O MESMO CAMINHO.
Posso aprender e fazer escolhas melhores. Jesus ensinou o que DEVEMOS fazer e NUNCA o que não podemos fazer. Seu Evangelho, Suas boas novas centraram-se num sistema de prevenção contra todo o mal. Se a lei (antes de Jesus) mostra impiedosamente o que NÃO devemos fazer, a graça de Deus em Cristo Jesus nos ensina o que devemos fazer nos dando a paz e a tranqüilidade para pensar e agir acertadamente a favor de nós mesmos e dos nossos amados, sem cair na sentença da lei. A graça não anula a lei. A graça nos protege do jugo da lei.”

A maldição é para quem não tem Jesus como parâmetro para sua vida. Ele nos ensina a planejar o futuro sem deixar de viver plenamente o presente, e ainda, nos dá através de Sua entrega, dos ensinamentos do Evangelho, o poder para vencer qualquer sentença, seja ela hereditária, adquirida ou resultado da nossa arrogância ou rebeldia. Ele não nos impõe nada, Ele realiza o nosso querer.

Você consegue ajudar uma pessoa que não sabe o que quer? Fica difícil não é?
Deus também não pode ajudar aquele que não define o que deseja para si!

O que você quer para a sua vida? Quais são seus sonhos, quais são seus projetos para os próximos dias, meses, ano?
Abandone os pensamentos negativos. Aquilo que você não quer viver não se concretizará na sua vida se a sua motivação estiver baseada nos bons projetos, bons pensamentos e na fé nesse Deus que tem prazer em realizar os desejos de seu coração.
Se em alguma área de sua vida há indícios de maldição, use este conhecimento para impedir que ela encontre pouso. Afaste toda amargura, tristeza, desânimo, ódio ou desejo de vingança do seu interior. Não deixe que ela encontre um terreno fértil para prosperar, tome atitudes corretas:

- não fique parado achando que este é o seu destino.
- faça uma análise: ‘Qual tem sido o meu comportamento diante desta situação?”
- identifique os desvios e corrija.
- peça a Deus revelação para agir com sabedoria e mudar o rumo das coisas.
- retire da sua vida tudo que não edifica, ou melhor, que tem destruído o seu humor, sua alegria, tirado sua paz, e ocupe esse espaço vazio com as promessas de Deus.
- não deixe que essa situação roube os seus melhores dias!

Nosso tempo de vida aqui na terra segue um curso cronológico que não há como deter.
Biologicamente a vida poderá ser prolongada com os avanços da ciência e a melhoria da qualidade de vida. Mas a vida interior, esta precisa ser regada pela Palavra de Deus. É ela que dará o sentido e o equilíbrio, ao tempo que passa e ao corpo que envelhece.

“Você nasceu para dar certo, mas o resultado dependerá da sua escolha… está em suas mãos.”
Quando você descobrir o querer na sua vida, não deixe escapar, acredite, trabalhe e persevere. “pois Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”. Filipenses 2:13

REFLITA: “O que você realmente deseja viver?
Qual será a “boa vontade” de Deus para a sua vida? “

Para que você descubra a “boa vontade” de Deus para a sua vida, proponho um exercício. É uma forma de você descobrir qual é o seu querer, o que você quer para sua vida, ou melhor, o que o Senhor já colocou no seu coração - a boa vontade de Deus para você!

Vamos então fazer o exercício:

PRIMEIRO PASSO:

FAÇA UMA LISTA DAS COISAS QUE VOCÊ NÃO QUER VIVER

Enquanto escrevemos o que não queremos, fica mais fácil entender o que realmente queremos.

SEGUNDO PASSO:

CRIE UMA LISTA DAS COISAS QUE VOCÊ QUER VIVER

Agora que você já determinou o que não quer, comece a enumerar aquilo que você quer viver, quais são os seus verdadeiros sonhos. (não economize)

Conforme você for escrevendo, vá riscando o que não quer. Essa atitude levará você a dar mais atenção ao positivo que ao negativo; quanto mais der atenção ao que quer, as possibilidades de realizações aumentam, pois o seu cérebro estará registrando mais coisas positivas que negativas.
Passe a acreditar em tudo que escreveu, visualize e sinta cada situação, transforme esta lista em emoções!

TERCEIRO PASSO:

ESCREVA E TRANSFORME ESTA LISTA DE COISAS QUE VOCÊ QUER VIVER NUMA HISTÓRIA DE VIDA. SONHE... CRIE PROJETOS!

Pb Martha Miguel

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

As DORCAS participaram da decoração e montagem do cenário para a gravação do Especial de Final de Ano!

Tudo feito com muito carinho, amor e dedicação.

PARABÉNS PELO TRABALHO!










Mesas de centro de material de demolição: cortesia DONNADÊ
Árvore de Natal e abajur desenhado pela Pa Heloisa (DORCAS)


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

APRENDENDO A LIDAR COM AS PERDAS

A vida que nos é concedida compõe-se de muitos desafios, grandes alegrias, e das conquistas de nossos sonhos e realizações nas diversas áreas: profissional, sentimental, familiar, espiritual. Mas existem momentos na vida que nos desconcertam, abalam as nossas estruturas, parece até que tudo de bom que vivemos, de repente, perdeu a sua importância.
As tragédias, as fatalidades, constituem algo muito ruim que nos acontece, sem que nada possamos fazer, simplesmente acontecem, podendo acarretar muitas sensações desencontradas, tais como:

- conjeturas e sentimentos que nos levam a reviver o acontecido, impedindo a cura da dor -“Nunca mais será como antes”, “Se tivesse sido diferente”, ”Se estivesse em outro lugar”, “É minha culpa”... Lamentações e justificativas de nada adiantam.

- perguntas sem resposta que assaltam a nossa mente: “Por que tenho que passar por isso?”

- o risco de permanecer na posição de “culpado” ao examinarmos e perceber que foi o nosso erro que causou o sofrimento. O reconhecimento do erro é saudável somente quando encarado como experiência, para que se tomem medidas para mudar, virar a página, nunca para ficar remoendo o que passou.

- a negação, isto é, fechar os olhos, fazer de conta que nada aconteceu, o que não é nada saudável. A dor pode não ser extravasada, mas está lá, corroendo, e muitas vezes, além de mergulharmos na tristeza, apatia, ou nos tornarmos agressivos, irritados, podemos ainda ser acometidos de enfermidades.

Não é fácil, mas precisamos aprender a passar por cada etapa dos sentimentos que a perda traz, no sentido de superá-la.
A prática de vivenciar a dor no tempo certo é boa tanto para nós, como em relação ao sofrimento dos outros. Esse aprendizado nos ensina, também, a respeitar o momento de dor do próximo. Talvez a perda por ele sofrida seja insignificante para nós, mas a pessoa é quem vai saber o seu real valor, por isso nunca tente medir os sentimentos do outro pelos seus.
Como exemplo, uma criança pode ficar inconsolável por algum tempo ao perder um brinquedo apenas. Para nós pode parecer sem importância, mas para ela aquele momento é de dor, de sofrimento. Está vivendo uma perda, que passará por um processo até ser superada, como acontece com todo ser humano.

Sabendo de tudo isso, como proceder, na prática, para sair ileso de uma perda?

Nos assuntos debatidos neste espaço, onde o conhecimento da Psicologia é iluminado pela Palavra de Deus, não há como não “bater na mesma tecla”, quando o assunto é a PRÁTICA: lidamos com sentimentos e comportamentos que precisam ser transformados para termos uma vida boa, e o que se segue, você certamente já ouviu outras vezes.
Quando sofremos uma perda, o primeiro passo é trazer à consciência, se dar conta do ocorrido, nunca negar a sua gravidade. Se você está triste, com raiva, procure falar sobre isso. E também quando não tiver mais nenhum sentimento ruim a respeito, não é preciso fingir para agradar aos outros.

Para sua recuperação é importante:

- que comece a descobrir coisas novas, novidade de vida. Avaliar as possibilidades, reconquistar as mesmas coisas e/ou buscar novas conquistas. Há coisas tão boas e até melhores para acontecer na sua vida.

- saber que sentir medo não é fraqueza, é um sinal de que você ainda está caminhando para a superação do problema. Não tenha vergonha de pedir ajuda; reconheça suas limitações e os sentimentos de raiva, medo, tristeza, culpa. Calar ou remoer só vão fazer mal a você e aos que estão ao seu redor. Não se deixe ser consumido por eles. São sentimentos naturais do ser humano, que precisam ser trabalhados para que possam ser superados.

- que procure enxergar suas boas qualidades, as coisas boas e excelentes que já aconteceram em sua vida.

- aproveitar este momento para uma “reforma” na sua vida social, física, mental e espiritual.

Enfim, você tem dois caminhos a seguir: ser vítima ou sobrevivente; vivenciar a dor e superá-la ou permanecer no espírito de sofrimento.
Existe a vítima de um divórcio, vítima de pais problemáticos, vítima de uma tragédia, das dificuldades financeiras...

Como o caso de uma mulher que tinha três filhos e perdeu um deles em um acidente há cinco anos. Quando se pergunta a ela: Quantos filhos você têm? – ela responde: Três filhos.
Essa mulher está presa no passado, pela NEGAÇÃO. Não enfrentou o processo da dor, por isso não consegue superar a perda. Queixa-se que nunca mais conseguiu trabalhar, tem depressão, sua vida ficou estagnada.

E você, é vítima dessa situação que está vivendo, ou um sobrevivente construindo novas oportunidades?

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

A pessoa quando se coloca na posição de VÍTIMA fica presa nas perdas, presa no sentimento de que foi injustiçada e abandonada pelos outros e por Deus. Não consegue enxergar o novo, não consegue se levantar, e debruçando sobre o acontecido, investe suas forças em chorar e lamentar a perda, ou, como no exemplo acima, nega o ocorrido para não enfrentar a dor, mas igualmente fica presa a um passado não resolvido.

O SOBREVIVENTE cai e se levanta. O sofrimento se converte em experiências, depoimentos de conquistas. Ele tem o tempo do choro, de tristeza, mas logo se dá conta de que não deve permanecer neste lugar.

APRENDENDO COM O EXEMPLO DE DAVI

2Samuel 11 e 12, conta que Davi ao ter cometido um ato pecaminoso com Bate-Seba, como homem de guerra, estrategista, faz todo um planejamento para se “livrar” de Urias, seu marido e ficar com ela. Manipulou a situação, Urias morreu e Davi desagrada ao Senhor pela sua atitude. Como conseqüência do seu ato, mesmo depois do arrependimento, cumpre-se a profecia por causa do pecado: “...o filho que te nasceu morrerá”.
Quando a criança adoeceu, “Buscou Davi a Deus pela criança. Jejuou e, recolhendo-se, passa a noite toda prostrado em terra”.
Vendo a angústia do rei, quando a criança morre os servos de Davi ficam temerosos em lhe avisar. E se ele cometesse um desatino?
Ouvindo Davi o sussurro, perguntou: “É morta a criança? Eles responderam: É morta. Então Davi se levantou da terra. Depois de ter se lavado, ungido e mudado as vestes, entrou na casa do Senhor e adorou. Então foi para casa e a seu pedido serviram-lhe pão, e ele comeu.
Surpresos os servos, questionaram a Davi, e ele lhes respondeu. “Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque pensava: Quem sabe se o Senhor se compadecerá de mim, de modo que viva a criança. Mas agora que é morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, mas ela não voltará para mim.”
Davi foi consolar a Bate-Seba, e continuou a vida. Ela concebeu a Salomão, que Deus amou e estabeleceu como sucessor de Davi.

Quando olhamos para nossa perda com o sentimento de que algo nos foi arrancado, de que ficamos com menos, se torna muito mais difícil superar.

Jesus nos dá o grande exemplo, olhou com outro olhar a perda da própria vida.

João 10:17 “dou a minha vida para tornar a tomá-la, ninguém a tira de mim, mas eu espontaneamente a dou.”

Sabemos que a nossa vida não nos pertence, não temos posse definitiva sobre ela, apenas nos foi dada para que a administremos, e bem. Isso significa que ninguém pode tirar nada de nós, só existe um que pode dar e tomar para si: o Senhor.

Tudo que somos e temos nos foi dado por Deus, e nada acontece sem a sua permissão.

A fé em Jesus, é que nos dá a certeza da reconquista. Quando perdemos, o Senhor sempre nos retribui com o melhor, nunca nos deixa faltar. Ageu 2:9 “A glória da segunda casa será maior que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos...”

Em 1 Samuel 30, o rei Davi, ao voltar da guerra, se deparou com uma tragédia: a cidade havia sido saqueada e queimada e mulheres, crianças e todos que ali moravam levados cativos pelo inimigo. Não escondeu sua fraqueza, esvaziou o sentimento para poder pensar no que fazer. Enquanto permaneceu no choro, Davi estava vivendo o sentimento de vítima. Logo que consultou ao Senhor e recebeu a palavra de ânimo, se tornou um sobrevivente, deixou para trás a perda, agora a sua meta era a reconquista do que havia perdido. Davi era homem, sujeito às fraquezas da carne, porém o seu espírito era de vencedor. Não permitia que pousasse nele o sentimento de vítima, mas sim o de sobrevivente, sempre. O rei Saul lutou muito para tornar Davi a sua vítima, porém não conseguiu, pois, guiado pelo Espírito Santo de Deus, ele estava sempre sobrevivendo às investidas de Saul e seu exército.

Reflita: Você vai permanecer vítima dessa situação que está vivendo, ou vai se posicionar como um sobrevivente buscando novas alternativas para a superação do problema? Faça como Davi, se não sabe o que fazer, pergunte ao Senhor!

Pb Martha Miguel


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O MUNDO CARECE DE AMOR

“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que retine”.
“Ainda que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que eu tivesse toda a fé, de maneira que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.”
“E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” 1 Corintios 13: 1-3

O amor está na poesia, na música, na boca dos apaixonados, nos romances dos livros best seller, na tela do computador. O amor está nos objetos de souvenir, nos sermões religiosos, nas telas do pintor... A ciência já comprova que o amor é o remédio para um coração sadio, para um corpo em bom funcionamento e uma mente equilibrada.

Mas o mundo carece de amor!

Não há amor na pedofilia nem na bala perdida, não há amor no casal que se agride nem nos pais que abandonam seus filhos, não há amor naqueles que se consomem pela droga! Nem há amor naquele que mente, engana e vive da miséria humana.
A palavra amor é uma das mais escritas e pronunciadas e, também, das mais cobiçadas. Fala-se, escreve-se, porém, o amor verdadeiro, poucos conhecem.
O amor não é um desenho, não tem forma, não tem cheiro, não tem textura... É muito mais que uma flor, um coração, que um presente, mais que palavras.

O amor é um sentimento, é um dom, é divino!

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. ...Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” Marcos 12:30 e 31

Quando a Palavra de Deus coloca um mandamento, cabe a nós obedecer.
Amar a si mesmo não é egoísmo, como muitos acham, pelo contrário, quanto mais egoísta a pessoa é, mais distante do amor estará. O egoísta é inseguro e frágil interiormente, tem um ego infantilizado. Quem se ama, humildemente reconhece que é um ser único e especial, planejado pelo Criador.
Quanto mais a pessoa fortalece o seu interior cultivando a auto-estima, mais segura ela se torna. Só os fortes conseguem ser gentis, desprendidos, livres, e demonstram essa liberdade quando passam a sentir mais prazer amando do que sendo amado, sem cobranças, tendo maior preocupação em dar do que em receber. Amar ao próximo, sem amar a Deus e a si mesmo, é uma missão impossível.

Costumamos amar as pessoas pelo que elas representam para nós, considerando nossos desejos, frustrações e decepções: - pais querendo fazer de seus filhos o que deveriam ter sido;
- maridos ou esposas “despejando” no outro o que não conseguiu ser, o que deixou de fazer, as suas fraquezas e insatisfações.
O amor verdadeiro precisa ser incondicional. Você ama porque ama. O amor deve vir muito antes das condições, acrescido de amizade, compreensão, respeito, fidelidade, demonstrações de afeto, ingredientes que vão possibilitar que esse sentimento possa ser compartilhado.

O amor é um sentimento, viver o amor é atitude!

Falar de amor é falar de Deus. 1João 4:8 “Aquele que não ama não conhece a Deus”, porque Deus é amor”.

A religiosidade nos apresenta um Deus implacável pronto para nos castigar quando erramos, como se Sua satisfação fosse a vingança. Um pai demonstra o seu verdadeiro amor corrigindo o filho em seus caminhos errantes, “Quem ama Cuida”. Você conhece este Pai?

É preciso pelo menos duas pessoas para haver um relacionamento, e o mundo tem dificuldade de conhecer o amor genuíno de Deus, por falta de intimidade com Ele. Se há falta de amor, há falta de Deus!

O amor de Deus foi demonstrado em sua grandeza e plenitude, quando entregou seu Filho em sacrifício por nós. Jesus derramou esse amor em vida, convivendo com os miseráveis, os oprimidos, com reis e doutores, com pessoas comuns como nós, amando-os, incondicionalmente, para nos ensinar a exercer esse amor em sua essência. Num ato de maior grandeza entregou, voluntariamente, a sua vida em sacrifício por nós. Jesus importou-se com as pessoas o tempo todo, dando o melhor de si a cada um.

Dizem que “A humanidade padece e se autodestrói, porque lhe faltam essas duas pérolas: o amor e a amizade”.

Não somos Jesus, sabemos que não é fácil. Por isso é necessário nos dispormos a ouvir, a aprender com Ele, e saber que precisamos do outro para que o amor aconteça, para que haja reciprocidade.

Aquele que ainda não conheceu o verdadeiro amor de Cristo tem dificuldades em perdoar, é consumido pela mágoa, pelos ressentimentos e não deixa espaço para o amor. Jesus pediu que seus discípulos permanecessem no seu amor, único modo deles serem reconhecidos como seus discípulos. Chamou-os de “amigo”. Os amigos sabem o que está no coração um do outro, são íntimos, cúmplices, espontâneos, têm liberdade, lealdade, compromisso e aliança.
A Palavra de Deus já nos adverte: Prov. 20:6 “ Muitos proclamam ter constante amor, mas o homem fiel quem o achará?

É em Jesus que vamos encontrar o verdadeiro amor e a amizade sincera, você não precisa mais permanecer triste e amargurado. Jesus te ama independente do que você é, faz ou tem! Ele quer ser teu amigo, experimente!
Abra o seu coração, permita que esse amor inunde a sua vida. O resto é só deixar acontecer!

Pb Martha Miguel

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CHÁ DE MULHERES

EXPOSIÇÃO E VENDA DE ARTESANATO
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DORCAS -  SEDE E JARDINS
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DONNADÊ E ATELIER LUCIANE VALÉRIA
Colaboradoras
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                            DORCAS  - JARDIM AEROPORTO 
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RECICLAGEM - Chapéu confeccionado com saco de leite e sacolas de plástico


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Bijuterias MIRA
Colaboradora


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CONVITE

CONVIDAMOS TODAS AS IGREJAS RENASCER QUE POSSUEM O MINISTÉRIO DORCAS PARA NOS ENVIAREM O ENDEREÇO, DIA E HORA DAS REUNIÕES PARA DIVULGAÇÃO.
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QUANTO ÀS IGREJAS QUE AINDA NÃO POSSUEM ESSE MINISTÉRIO, ESTAMOS À DISPOSIÇÃO PARA FORNECER  ORIENTAÇÃO.
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Contato:
Pa Heloisa
fone: 5054-2801 / 9236-4810
Pb. Martha Miguel
fone:9989-2182
Email:  dorcasjardins@hotmail.com

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A Esperança é fruto da Fé

Nos tempos em que vivemos as pessoas, muito provavelmente, têm sido ensinadas a lutar para ter coisas, colocando sua esperança naquilo que crêem que ajudará a realizar seus desejos, tais como o dinheiro, o esforço pessoal, carisma, magnetismo e beleza. Estas coisas tornam-se a fonte que lhes sustenta o ânimo e a fé. A sua visão de poder, capacidade de realização e satisfação estará sempre voltada às coisas e às pessoas. No momento em que precisam saber quem são e qual a sua capacidade interior, descobrem que ter dinheiro, influência, ou beleza de nada adianta.
Estas fontes, quando secam, deixam a pessoa com um imenso vazio dentro de si, frustrada, desencantada, doente, sem alegria. Talvez seja por isso que pessoas assim chegam “aos montes” nos consultórios e também nas igrejas.
Ora, Fé, Esperança e Alegria são sentimentos que formam o tripé que sustenta um coração saudável e otimista: remoça o semblante e prolonga os dias. Substantivos abstratos, diria um professor. È verdade, mas também, junto com o Amor, são virtudes, e serão inúteis se não as colocarmos em prática, a partir de uma base de convicção sólida, e não em coisas perecíveis, passageiras.
O curioso é que, um dos meios mais eficazes de nos firmarmos na fé, construir a esperança e ter alegria, são justamente os reveses da vida, as tribulações, e a esperança em vencê-las depende primeiro, da fé. Há fé no mundo!

A escolha da fonte que alimenta a nossa esperança faz toda a diferença. Quando a fé, a convicção está posta em algo firme e sólido, quando não depende das oscilações do temperamento de pessoas e nem das falhas daquilo que é perecível, ela é eficaz, apresenta bons resultados.

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Romanos 5: “... também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus está derramado pelo Espírito Santo que nos foi dado”.

Acreditamos que adquirimos a salvação crendo em Jesus como Filho de Deus (Rm 10:9). Porém “ser vencedor em todas as coisas” no aqui e agora, nesta vida terrena, se torna difícil e em determinadas situações até impossível, especialmente quando precisamos tomar atitudes e nos eleger como o agente transformador de nossa própria história.

Entender o que diz o apóstolo Paulo é fundamental para quem deseja ser bem sucedido em todas as áreas da vida. Como “gloriar-se”, ser otimista na hora da maior dificuldade?

A tribulação produz perseverança – como algo ruim pode nos capacitar a ser persistentes na busca de soluções e o que fazer para isso ser uma verdade na nossa vida?

Vivemos fugindo das tribulações, quando elas chegam pedimos a Deus “passe de mim esse cálice!” Ou então, nos tornamos infelizes, amargurados, murmuradores e quando a tribulação passa nos lembramos apenas da dor que ela causou. O apóstolo Paulo está nos instruindo sobre a importância que as tribulações têm no nosso crescimento pessoal, financeiro, familiar, sentimental e espiritual.

Perseverar, segundo o dicionário, é “conservar firme e constante; permanecer sem mudar ou sem variar de intuito”. Isto quer dizer agüentar firme, na fé em Deus, fortalecer-se em oração, e ir vencendo uma etapa a cada dia, sem murmuração, aprendendo com as derrotas, com as perdas e até com as injustiças!

A Perseverança produz a experiência: Ser experiente, segundo o dicionário é aquele que é hábil, experimentado, perito.

Como posso me tornar uma pessoa experiente, se na primeira dificuldade procuro um jeito de escapar para não “pagar o preço”? Geralmente somos absorvidos pelo único e insistente pensamento de como nos livrarmos da situação!

José do Egito, em Gênesis, capítulos 37 a 50, nos dá um exemplo que deve ser lembrado. Ele foi jogado no poço e vendido pelos seus irmãos, traído pela mulher de Potifar e preso injustamente. Com todas essas ocorrências (tribulações) que provavelmente fariam muitos desistirem, José pelo contrário perseverou, e a cada etapa vencida, se fortaleceu, se tornando mais experiente e habilitado, para viver seu sonho de menino.
Não podemos ter medo de viver a experiência!

A a experiência produz a esperança: esperança é o “ ato de esperar o que se deseja. Expectativa, espera, fé, confiança. A esperança não traz confusão: Essa esperança não é ilusão, não é fuga! É o estabelecimento de um alvo baseado na experiência acumulada pelas tribulações, onde você se fortaleceu pelo jejum, oração, obediência e revelação do Espírito Santo de Deus. Tornar-se uma pessoa esperançosa, como Jó, significa que, quando chega a tribulação não se perderá tempo com o supérfluo, com o que já foi, vai-se direto ao ponto por caminhos de solução, e não de enganos e ilusões. Jó 42:5 “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêm”. Jó encontrou uma razão para esperar o melhor no conhecimento de Deus.

A esperança da qual falamos não é de fácil entendimento para aqueles que ainda não tiveram experiências verdadeiras com Deus. O apóstolo Pedro nos adverte em 1Pe 3:15 “...Estai preparado para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.”

Quando Cristo é a razão da nossa esperança, a alegria do Senhor está em nós e nos fortalece, pois não é terrena, não é humana, é divina! E a fonte que alimenta essa esperança não seca, pois jorra do nosso interior, que é saciado pela Palavra de fé e esperança que Jesus nos deixou. João 4:14 “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Deveras a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”.

RESUMINDO: Se você passou pela tribulação, perseverou e conservou-se firme e constante na fé, isto quer dizer que foi experimentado, tornando-se hábil e perito, não se deixando mais ser enganado; e certamente encontrou a esperança para realizar seus sonhos.

Pb Martha Miguel

domingo, 15 de novembro de 2009

Edifique sua Fé e liberte-se do Medo!

“O medo é o oposto da fé: ou estamos na fé, ou estamos no medo; os dois não podem ocupar o mesmo espaço na nossa mente, no nosso coração.”



O medo é um dos sentimentos necessários para a proteção de todo ser animal. É o semáforo que deve ser obedecido nos momentos de perigo, e tem o objetivo saudável de alertar, para que precauções possam ser tomadas em proteção da própria vida.
Porém, não é deste medo que vamos falar, mas sim do medo que tem assolado a vida do homem. Como se tornaram corriqueiras, hoje em dia, as expressões – “fulano está em depressão, ou fulano está com síndrome de pânico!” São nomes dados para classificar doenças, mas na realidade a essência desses transtornos está no medo que acompanha o ser humano desde a sua infância.

 Já ao nascer,  o  bebê experimenta suas primeiras perdas, como o conforto do útero da mãe (paraíso),  iniciando a caminhada para o encontro de sua identidade. Durante os seus primeiros meses de vida tem a sensação de que ele e a mãe são uma coisa só (não tem gravada a imagem interna da mãe) e esse vínculo afetivo entre os dois é a sua fonte de satisfação e segurança. Por volta do oitavo mês, começa a perceber o mundo externo como algo separado de si e a descoberta da separação, entre ele e a mãe, ( mesmo  ela estando  por perto), dá origem  a  uma sensação de perda e frustração, a chamada “angústia de separação”, que se manifesta como "medo do abandono".
Se esta delicada fase não for bem trabalhada, poderá instalar-se na criança  um estado  de desamparo e insegurança que a acompanhará até a vida adulta, gerando necessidade de aconchego, carinho, amor e segurança, que parecem nunca serem preenchidas.


Desenvolver desde a infância uma educação baseada na verdade, amor, compreensão e participação, são combustíveis para uma vida adulta com auto-estima positiva e relacionamentos saudáveis. Caso contrário, as chances de comprometimento emocional são iminentes, pelo estimulo  à  desconfiança e baixa auto-estima  que representam: A pessoa não consegue confiar em ninguém, nem em si mesma.


O que fazer para livrar-se do medo?



É necessário em primeiro lugar enfrentá-lo; em segundo lugar desenvolver o amor e o perdão; em terceiro lugar acreditar em si mesmo e estabelecer vínculos de confiança com outras pessoas, caso contrário, o medo e a insegurança, poderão sabotar as suas conquistas.


FUNDAMENTOS BÍBLICOS


A ciência tenta nos mostrar que nossa saúde psíquica depende, e muito do campo de influência a que pertencemos, ou seja, da nossa vida familiar (pais) e social (estímulos externos, convívio com os outros). É nesse relacionamento que a criança começa ouvir as primeiras palavras, e uma das mais pronunciadas pelos adultos é “não”. Esse “não” quer dizer perigo, e tudo o que nos ameaça, está ameaçando a vida (instinto de morte). A criança ao nascer, encontra um mundo complicado em suas regras de sobrevivência onde precisa de todo esforço para se adaptar, passando a conhecer o que é bom e o que é ruim (perda da inocência).


Pela Palavra de Deus o homem tomou conhecimento do medo no Jardim do Édem.
Gênesis 2:16-17 “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.


O Homem vivia na presença e no aconchego de Deus (Pai), numa perfeita simbiose, suprido em todas as suas necessidades. Mas ouviu desse mesmo Deus uma sentença de morte (o despertar do "instinto de morte"), caso transgredisse uma lei do Paraíso, feita para o seu bem. Protegido como um bebê no útero da mãe, não conhecia o que significava morrer, nem de longe sonhava com esta possibilidade. Quando aconteceu a desobediência teve, perplexo, que vivenciar a dimensão desta morte. Não foi uma morte física, mas a morte da inocência,  a perda do paraiso pela transgressão. Foi assim que o homem perdeu o controle  de suas emoções e conheceu o medo.


“O medo é o oposto da fé: ou estamos na fé, ou estamos no medo; os dois não podem ocupar o mesmo espaço na nossa mente, no nosso coração.”


A pessoa com medo fica paralisada, falta-lhe fé, em Deus e na própria capacidade de resolver problemas. Por isso, não basta dizer a alguém que está com medo: “Ora, não fique assim, tenha fé!” “Coragem!” Ela precisa recuperar a confiança em si e no outro, para poder pedir ajuda, percebendo que existem pessoas que se importam e compreendem o que ela está sentindo, mesmo que não possam fazer nada. É neste momento que devemos exercer o nosso verdadeiro papel de cristãos e apresentar a esta pessoa um Deus que pode lhe dar segurança e proteção. Faça como aqueles homens - (Mateus 9) - que descobriram o telhado da casa em que Jesus estava e, através da abertura, baixaram um paralítico preso ao seu leito,  apresentando-o a Ele. Jesus fica impressionado ao ver tanta fé!
Para nosso conforto, a Biblia nos mostra que Jesus também teve medo! Mateus 26:37-38 “...começou a entristecer-se e a angustiar-se muito e disse (aos discípulos): A minha alma está cheia de tristeza até a morte. Ficai e velai por mim.”
Ele não teve vergonha de confessar aos discípulos que estava com medo, era a forma correta para enfrentá-lo, confessando e pedindo ajuda. Jesus sabia que poderia recorrer a Deus, mas a solidariedade dos discípulos o confortava, dava força; isto é humano.
Por isso, é Jesus quem pode nos falar a respeito do medo de forma determinante, mostrando em seu próprio testemunho que podemos vencê-lo: “... no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo!” Hebreus 2:9 .


Você tem um referencial, tem em quem se apoiar para vencer seus medos. Ele nos mostra que venceu, pelos seus próprios méritos, movido pela fé, obediência a Deus, e pelo amor a nós. Então quer dizer que é Jesus a pessoa certa para se confiar. Afinal, Ele se colocou entre nós e a morte (fonte de todo medo), ao se entregar, voluntariamente, como sacrifício!


Comece hoje uma mudança radical em sua vida. O medo que está te dominando poderá ser dominado pela sua fé, coragem e determinação. Tenha bom ânimo, siga o exemplo de Jesus: Ele venceu o mundo!


Pb Martha Miguel

Está desanimada?


Venha até as DORCAS aprender um trabalho diferente, ajudar a realizar para Casa de Deus ou até mesmo ensinar o que você faz com tanta criatividade! Aproveite esses momentos de comunhão, aprendizado e crescimento espiritual.
Contato:
Pa Heloisa
fone: 5054-2801 / 9236-4810

Pb. Martha Miguel
dorcasjardins@hotmail.com
fone: 9989-2182

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

PARA TODAS AS IGREJAS RENASCER

SOLICITAMOS A TODAS AS IGREJAS QUE POSSUEM O MINISTÉRIO DORCAS ENTRAR EM CONTATO, PELO EMAIL dorcasjardins@hotmail.com, NOS INFORMANDO O ENDEREÇO, DIA E HORÁRIO EM QUE AS DORCAS SE REUNEM.
TEMOS RECEBIDO MUITOS PEDIDOS DE INFORMAÇÕES!
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Pb. Martha Miguel
dorcasjardins@hotmail.com
fone: 9989-2182
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PORQUE MARCHAR PARA JESUS?


Henrique no dia da cura e ele hoje!

LEIA ESTE DEPOIMENTO E DEPOIS VOCÊ RESPONDERÁ A ESTA PERGUNTA:

Meu filho Henrique quando tinha 1 ano, começou a apresentar um quadro de diarréia, vômitos e infecções de ouvido e garganta. Perdia peso e não crescia. A orientação médica foi trocar o leite de vaca por leite de soja, e não oferecer a ele nada que contivesse lactose. Contudo, o quadro agravou-se, e chegamos a trocá-lo até 15 vezes num dia, gastávamos 270 fraldas no mês! Enfraquecido, ele precisava ser internado no hospital para tomar soro três vezes por semana, já era até conhecido das enfermeiras.
Quando foi realizado o exame de endoscopia do duodeno, constatou-se que ele tinha a doença Celíaca, que é a intolerância permanente ao glúten. Doença que não tem cura, necessitando de dieta para o resto da vida. (Acesse o site www.semgluten.com.br).
Enquanto a taxa mínima para detectar a doença é de 90 mg, o resultado do exame dele foi de 188 mg.
Recorri ao Ministério de Intercessão da Igreja Renascer e, mesmo com ele bastante debilitado e apresentando diarréia, fomos à Marcha para Jesus/2008 em busca da cura. Na metade do percurso da Marcha, foi trocada a última fralda com diarréia! Desde então, o Henrique nunca mais teve problema algum, poucos meses depois deixou de usar fralda, e o quadro de infecção de ouvido e garganta desapareceu. Na consulta com o gastro, ago/2008 (3 meses após a Marcha) verificou-se que ele ganhou 4 quilos e cresceu 17 centímetros.
Hoje ele está com 3 anos, tudo que ele NÃO comia e NÃO poderia comer por toda a sua vida, agora come com abundância, frequente a escola, brinca, faz peraltice, é uma criança normal.
Hoje, posso dizer com convicção, que meu filho é saudável, alegre e feliz.
Não há impossível para Deus. DEUS É FIEL!


Crystianne T. Santos
Renascer-Sede

CAMISETAS DA MARCHA PARA JESUS CUSTOMIZADAS PELAS DORCAS
A arte está presente em todos os momentos na vida das DORCAS.

Olhem que maravilha! Elas transformam tudo que chegam às suas mãos!

Por falar em transformar este é um ministério que tem feito transformações na vida de muitas mulheres.

Estaremos, perodicamente, apresentando depoimentos, entrevistas com mulheres que através desse Ministério receberam cura de enfermidades, cura da alma, vidas restauradas e ainda fizeram do artesanato uma profissão!


AGUARDEM!

Pb. Martha Miguel

sábado, 17 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A mulher e seus Papéis

A mulher tem como um de seus papéis, dentro da família, “o cuidar”. Ela zela para que tudo vá bem!
Espiritualmente falando, a mulher tem “o cuidar da família” como seu primeiro ministério.
Tarefa difícil, árdua! Não existem universidades que ensinem como fazer isso. Aprende-se nos erros e acertos, oferecendo o que se tem de melhor.

Há cinco anos venho acompanhando mulheres que vieram em busca de melhorar o conhecimento sobre si mesmas, ser uma melhor mãe, melhor esposa, enfim, em busca do sonho de ser uma pessoa mais completa.
Foi assim que nasceu o Grupo de Mulheres da Renascer Jardins. O resultado tem sido vidas transformadas, mulheres renascidas e edificadas na fé, na sua atuação no lar, na profissão, no ministério.

Porém, para isso, foi preciso que essas mulheres separassem um tempo para estar no Grupo semanalmente, se abrirem, falar de suas dificuldades e temores; se informarem sobre a vida, ouvir, meditar e colocar em prática as propostas de mudança vindas pelas experiências do Grupo à luz da Palavra de Deus.
MULHERES, VOCÊS SÃO COLUNAS, PRECISAM ESTAR FORTALECIDAS NO CORPO, ALMA E ESPÍRITO, PARA QUE POSSAM DAR A SUSTENTAÇÃO QUE A SUA FAMÍLIA NECESSITA!

 
Pb. Martha Miguel
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CONVITE



ATENÇÃO!
Você que faz trabalhos manuais, ou que ainda não descobriu o dom que Deus te deu, venha às Reuniões das DORCAS, às quintas-feiras, as 14:00horas. (Lins).
Lá você vai encontrar um grupo de mulheres que têm ofertado o seu tempo e compartilhado momentos de muita criatividade, comunhão e crescimento pessoal, profissional e espiritual.
Venha conhecer a "Casa das DORCAS", você vai se surpreender!
Contato: Pa Heloisa - fone: 5054-2801 / 9236-4810

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AVISO IMPORTANTE

A PARIR DE 21/SET/09, PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, A REUNIÃO DO GRUPO TERAPÊUTICO NÃO SERÁ MAIS REALIZADA AS 13:OO HORAS.
AGUARDEM! EM BREVE ESTAREMOS DIVULGANDO UM NOVO HORÁRIO.

DORCAS

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Chá de Mulheres

Olha as DORCAS!
Marcando presença no Chá de Mulheres!

Lindos cachecois, tocas, confeccionados pelas DORCAS do Jardim Aeroporto.
Parabéns!!!!!!!!!!!

Confiram as fotos ao lado!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ENCERRAMENTO DO SEMESTRE


No dia 29/06, as DORCAS estiveram celebrando o encerramento do semestrre, com depoimentos de vitórias em várias áreas de suas vidas.

“Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como os que sonham. A nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos de alegria. Então se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor a estes.” Salmo 126:1 e 2

Como é bom compartilhar, não é mesmo?
Melhor ainda é fazê-lo com pessoas que nos querem e a quem queremos bem!
O Grupo tem sido este lugar onde as mulheres se derramam em confiança e no amor de Deus. O encerramento deste semestre foi de muita alegria, e os testemunhos foram sendo compartilhados naturalmente, os corações cheios de gratidão pelo que o Senhor tem feito na vida dessas mulheres e de suas famílias. Deus é fiel!
As ministrações da Palavra de Deus e a direção terapêutica têm gerado frutos de restauração, como o amadurecimento e a compreensão ante as circunstâncias da vida, a descoberta do próprio “eu”, sua transformação e o resgate da identidade, o crescimento na fé e o desenvolvimento da capacidade de entregar tudo a Deus e descansar, fazendo tudo isso com alegria. Houve também testemunhos de honra profissional, da conquista da paz na família, de libertação da dependência de medicamentos para depressão, da eficácia das atitudes tomadas a partir das discussões em grupo e orientação espiritual.
Porém, todas concordaram que ainda há muito a aprender, que sem mudança nada acontece, e que o Grupo é o lugar certo para se expor angústias, dores, incertezas, decepções, sonhos, projetos, necessidades, tristezas e alegrias, e receber direcionamento espiritual e prático para agir no dia a dia.
E foi assim, os corações amolecidos pelo amor de Jesus, que celebramos mais um semestre de comunhão, e em total concordância: “GRANDES COISAS FEZ O SENHOR POR NÓS, E POR ISSO ESTAMOS CHEIAS DE ALEGRIA.” Salmo 126:3

A Deus toda honra e toda Glória!
Estarems em férias no mês de julho!
Retornaremos às atividades em 03/08, com muito vontade de trabalhar para termos um encerramento de ano maravilhoso!

O Blog continuará sendo atualiazado, esteja sempre nos visitando e fazendo comentários.

Um mês de Julho de muitas realizações, descanso, viagens e alegrias!

Martha Miguel
DORCAS-Jardins

domingo, 10 de maio de 2009

A TODAS AS MÃES

Bem se diz que, a todo instante, tudo se renova, o minuto anterior já foi e o que se segue a este logo será passado.
Mas, pensando melhor, nem tudo se torna passado: a presença da MÃE, por exemplo, nos acompanha por toda a vida.
Passado é virar a página, é deixar ir... E como podemos deixar para trás este sentimento tão real, tão necessário - o amor de mãe e filho?
É só pensar na vida, que as lembranças desse passado invadem o presente, tão vivas como se fosse hoje. E o que mais intriga, é o fato desse passado/presente ser capaz de interferir no futuro, de um modo doce e bom.
MÃE... Palavra pequena demais para abrigar tanto significado na vida de um ser...Hoje é um dia dedicado a VOCÊ!

Àquela que nunca será esquecida, as DORCAS deseja uma vida repleta de felicidades!

FELIZ DIA DAS MÃES!

sábado, 2 de maio de 2009

BAZAR - DIA DAS MÃES






AGUARDAMOS VOCÊ!

"Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres."


 
O homem faz tantas “loucuras” em nome da liberdade e, de repente, se vê aprisionado em seus próprios afetos.”
Por que é tão difícil, nos nossos relacionamentos, nos desvencilharmos de situações que não se resolvem nunca?
Aumenta a cada dia, no mundo todo, o número de pessoas que buscam tratamento pelo desgaste que sentem convivendo com tais situações, até o limite do insustentável.
Para que isso aconteça, sempre existe um quadro onde uma das pessoas da relação chama para si o papel de resolver tudo, de qualquer maneira e a qualquer custo.
Esta pessoa, quando convive com alguém muito complicado, que apresenta dificuldades-físicas, emocional ou comportamental, ( pai,mãe, pai, filho, parente, marido, mulher, namorado, chefe, subalterno, amigo)- e aparentemente precisa de apoio constante, pode desenvolver sentimentos que se confundem com amor, obrigação, dever, com culpa e inquietação interior, favorecendo uma dependência de ambas as partes.
É a síndrome da co-dependência, que acomete pessoas “cuja história não tem nada a ver com o vício, mas com a natureza doentia das relações que elas vivem.”
Esta natureza doentia a faz manter a ilusão de que pode mudar tudo ao seu redor, principalmente o outro, culpando-se quando não consegue interferir. Alimenta a esperança de que será capaz de descobrir onde está o erro e corrigi-lo, controlando dessa forma a situação, fazendo cessar o sofrimento. Instala-se assim, um círculo vicioso: ela passa a ter sua vida voltada a controlar pessoas, situações e comportamentos, na tentativa de dominar os seus próprios sentimentos.
Em nossa cultura, parece que essa síndrome atinge mais as mulheres que, pela educação recebida, assumem papéis (maternal, doadora), que as deixam suscetíveis e, se extremados, podem levar à co-dependência de um filho ou marido.

O PERFIL de quem tem a tendência a desenvolver a co-dependência, em geral, tem algumas dessas características: pessoa controladora, rígida, exigente consigo mesma e com os outros (como se somente ela soubesse o certo), apresenta baixa auto-estima, é perfeccionista, tem dificuldades para compreender e perdoar, em falar o que sente, com tendência excessiva à crítica, mas não permite ser criticada. Fica na expectativa que os outros adivinhem seus desejos e sentimentos, ressentindo-se quando isso não acontece.
Como se observa, são pessoas que podem desenvolver relações baseadas em problemas, como se fossem viciadas em sofrer.
Em maior, ou em menor grau, todo ser humano tem tendência a desenvolver este tipo de comportamento , pois entende-se que a origem da co-dependência está em nós mesmos, na forma como deixamos o problema afetar nossa vida, de como tentamos resolvê-lo, ou ajudar a pessoa envolvida.
No fundo, é o medo de ficar só que leva a pessoa a fazer tudo para garantir o afeto e se sentir indispensável, até estimulando inconscientemente as fraquezas do outro, para não perdê-lo. São relações de poder que descambam para o controle do outro e da situação que envolve.
É preciso fazer alguma coisa a respeito, para interromper este círculo vicioso. A culpa e as críticas não vão edificar, e o orgulho não deixa enxergar a situação como ela é.
Por isso deve-se ser humilde para aceitar ajuda, buscar orientações construtivas, rever posicionamentos, atitudes, não fugir da realidade, olhar para onde as falhas realmente se encontram, e elas estão dentro de nós mesmos.

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Como vemos, ao falar em co-dependência, estamos falando de cativeiro, prisão, é a liberdade do homem sendo usurpada por sentimentos que o aprisionam e tiram a liberdade que Cristo nos deu.
Em Lucas 4:18 Jesus, ao ler o Livro do profeta Isaías, fala do propósito de sua vinda ao mundo, que era trazer a liberdade à humanidade: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos.”
Em Gálatas 5:1, o Apóstolo Paulo nos lembra sobre esta liberdade que Cristo nos trouxe e o pouco que usufruímos dela: “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Estai, pois, firmes e não torneis a colocar-vos debaixo de jugo da escravidão. (13) Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, porém, a liberdade para dar ocasião à carne; mas servi-vos uns aos outros pelo amor.”
Como é este amor? Se tudo que o co-dependente faz é em nome do amor, o que está errado?
O Apóstolo Paulo, ao fazer uma oração aos irmãos de Filipos, nos desvenda uma face do amor: “E esta é a minha oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção, para que possais discernir as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e inculpáveis até o dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:9-11. Este versículo nos instrui que precisamos ter conhecimento e percepção sobre o amor que exercemos, para agir com sinceridade, justiça, e que as nossas atitudes possam nos trazer paz. Essa prática nos liberta da culpa, e nos encoraja a fazer o que é preciso.

PRECISAMOS NOS APERFEIÇOAR NO AMOR!

1João 4:18 “No amor não há medo. Antes o perfeito amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento. Aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.”O verdadeiro amor faz a pessoa se sentir forte, corajosa, indiferente ao que os outros vão dizer, vence obstáculos, enfrenta os gigantes. Por outro lado, o amor pode prestar serviços às doenças da alma e se perder na sua essência. A pessoa pode sentir-se insegura, ameaçada, com medo de perder o amor do outro, medo de não ser reconhecida, medo de enfrentar suas dores, tristezas, deformações, medo de fazer o que tem que ser feito, e segue vivendo na superficialidade deste amor, através do reflexo do outro na sua vida.

O exercício do verdadeiro amor de um pai. Lucas 15:11 (ver tema anterior “Armas Espirituais para vencer uma Guerra”

O amor deste pai (na parábola do Filho Pródigo) é uma figura do amor de Deus por nós. Quando o filho pediu a herança, não tentou controlá-lo, retê-lo, mesmo prevendo as más conseqüências. Deixou-o livre e, com isso, ficou também em liberdade, confiando que a experiência o traria de volta, por amor. O amor desse pai foi desenvolvido em pleno conhecimento e em toda a percepção, ele soube discernir as coisas excelentes, agir com espírito sincero, sem culpas. Assim é o amor de Deus: incondicional.
O amor liberta do medo, e porque conhecia o poder do verdadeiro amor, este pai não se tornou um co-dependente das fraquezas do filho. E o teve de volta.

2Coríntios 4:14 “Pois o amor de Cristo nos constrange...”Esse amor quando praticado por nós, faz o outro enxergar as suas próprias falhas e se sentir constrangido pelo amor que está recebendo, amor que não camufla a verdade. Em contra partida, reconhecerá o amor que visa o próprio interesse, cheio de condições para ser doado.
Para exercer o “amor sadio”, é necessário estar constantemente perdoando. Perdoar a si e ao outro, todos os dias, e deixar com Deus a justiça.
Quando nos libertamos das culpas, dos rancores, do ódio, o nosso coração se abre para o verdadeiro amor. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” Mateus 22:36
O caminho natural para se libertar da co-dependência começa pela mudança de atitudes, voltar-se para si mesmo, transformar pensamentos destrutivos em construtivos, tratar as emoções, crescer na fé, alimentar a mente de bons pensamentos, descartar tudo que é maléfico para a alma, para o espírito e ao corpo. Isto é, enxergar as suas próprias necessidades, é o começo para elevar a sua auto-estima. Não é um convite ao egoísmo, pelo contrário, é aprender a ser, para poder doar-se ao outro de forma saudável. Não invada o limite do outro e não se deixe ser invadido.
Precisamos aprender a entregar a Deus nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas dificuldades, ter atitudes saudáveis diante de situações que não sabemos lidar, ou melhor, que não nos compete resolver. Falamos muito em entregar nas mãos de Deus, que “é Ele quem cuida”, “Deus proverá”, “Ele está no controle”... Mas continuamos presos de corpo e alma às situações, que controlam nossas vidas, e não nos damos conta disso.

O que é “entrega? Entregar a Deus tem a ver com humildade, pois o co-dependente se sente onipotente, quer sempre estar no controle. Tem a ver, também, com o conhecimento do Deus que você serve, o quanto você acredita na Sua capacidade de solucionar problemas. Precisa ter fé, crer, acreditar em milagres! O impossível não tem nada a ver com você, é Ele quem faz!
Entregar a Deus, não é desistir, é “aliviar”, é passar a responsabilidade para Aquele que tem infinitamente mais poder do que você para solucionar problemas.
“Nunca se esqueça, ELE É DEUS!”

Martha Miguel