domingo, 10 de maio de 2009

A TODAS AS MÃES

Bem se diz que, a todo instante, tudo se renova, o minuto anterior já foi e o que se segue a este logo será passado.
Mas, pensando melhor, nem tudo se torna passado: a presença da MÃE, por exemplo, nos acompanha por toda a vida.
Passado é virar a página, é deixar ir... E como podemos deixar para trás este sentimento tão real, tão necessário - o amor de mãe e filho?
É só pensar na vida, que as lembranças desse passado invadem o presente, tão vivas como se fosse hoje. E o que mais intriga, é o fato desse passado/presente ser capaz de interferir no futuro, de um modo doce e bom.
MÃE... Palavra pequena demais para abrigar tanto significado na vida de um ser...Hoje é um dia dedicado a VOCÊ!

Àquela que nunca será esquecida, as DORCAS deseja uma vida repleta de felicidades!

FELIZ DIA DAS MÃES!

sábado, 2 de maio de 2009

BAZAR - DIA DAS MÃES






AGUARDAMOS VOCÊ!

"Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres."


 
O homem faz tantas “loucuras” em nome da liberdade e, de repente, se vê aprisionado em seus próprios afetos.”
Por que é tão difícil, nos nossos relacionamentos, nos desvencilharmos de situações que não se resolvem nunca?
Aumenta a cada dia, no mundo todo, o número de pessoas que buscam tratamento pelo desgaste que sentem convivendo com tais situações, até o limite do insustentável.
Para que isso aconteça, sempre existe um quadro onde uma das pessoas da relação chama para si o papel de resolver tudo, de qualquer maneira e a qualquer custo.
Esta pessoa, quando convive com alguém muito complicado, que apresenta dificuldades-físicas, emocional ou comportamental, ( pai,mãe, pai, filho, parente, marido, mulher, namorado, chefe, subalterno, amigo)- e aparentemente precisa de apoio constante, pode desenvolver sentimentos que se confundem com amor, obrigação, dever, com culpa e inquietação interior, favorecendo uma dependência de ambas as partes.
É a síndrome da co-dependência, que acomete pessoas “cuja história não tem nada a ver com o vício, mas com a natureza doentia das relações que elas vivem.”
Esta natureza doentia a faz manter a ilusão de que pode mudar tudo ao seu redor, principalmente o outro, culpando-se quando não consegue interferir. Alimenta a esperança de que será capaz de descobrir onde está o erro e corrigi-lo, controlando dessa forma a situação, fazendo cessar o sofrimento. Instala-se assim, um círculo vicioso: ela passa a ter sua vida voltada a controlar pessoas, situações e comportamentos, na tentativa de dominar os seus próprios sentimentos.
Em nossa cultura, parece que essa síndrome atinge mais as mulheres que, pela educação recebida, assumem papéis (maternal, doadora), que as deixam suscetíveis e, se extremados, podem levar à co-dependência de um filho ou marido.

O PERFIL de quem tem a tendência a desenvolver a co-dependência, em geral, tem algumas dessas características: pessoa controladora, rígida, exigente consigo mesma e com os outros (como se somente ela soubesse o certo), apresenta baixa auto-estima, é perfeccionista, tem dificuldades para compreender e perdoar, em falar o que sente, com tendência excessiva à crítica, mas não permite ser criticada. Fica na expectativa que os outros adivinhem seus desejos e sentimentos, ressentindo-se quando isso não acontece.
Como se observa, são pessoas que podem desenvolver relações baseadas em problemas, como se fossem viciadas em sofrer.
Em maior, ou em menor grau, todo ser humano tem tendência a desenvolver este tipo de comportamento , pois entende-se que a origem da co-dependência está em nós mesmos, na forma como deixamos o problema afetar nossa vida, de como tentamos resolvê-lo, ou ajudar a pessoa envolvida.
No fundo, é o medo de ficar só que leva a pessoa a fazer tudo para garantir o afeto e se sentir indispensável, até estimulando inconscientemente as fraquezas do outro, para não perdê-lo. São relações de poder que descambam para o controle do outro e da situação que envolve.
É preciso fazer alguma coisa a respeito, para interromper este círculo vicioso. A culpa e as críticas não vão edificar, e o orgulho não deixa enxergar a situação como ela é.
Por isso deve-se ser humilde para aceitar ajuda, buscar orientações construtivas, rever posicionamentos, atitudes, não fugir da realidade, olhar para onde as falhas realmente se encontram, e elas estão dentro de nós mesmos.

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Como vemos, ao falar em co-dependência, estamos falando de cativeiro, prisão, é a liberdade do homem sendo usurpada por sentimentos que o aprisionam e tiram a liberdade que Cristo nos deu.
Em Lucas 4:18 Jesus, ao ler o Livro do profeta Isaías, fala do propósito de sua vinda ao mundo, que era trazer a liberdade à humanidade: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos.”
Em Gálatas 5:1, o Apóstolo Paulo nos lembra sobre esta liberdade que Cristo nos trouxe e o pouco que usufruímos dela: “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. Estai, pois, firmes e não torneis a colocar-vos debaixo de jugo da escravidão. (13) Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, porém, a liberdade para dar ocasião à carne; mas servi-vos uns aos outros pelo amor.”
Como é este amor? Se tudo que o co-dependente faz é em nome do amor, o que está errado?
O Apóstolo Paulo, ao fazer uma oração aos irmãos de Filipos, nos desvenda uma face do amor: “E esta é a minha oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção, para que possais discernir as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e inculpáveis até o dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:9-11. Este versículo nos instrui que precisamos ter conhecimento e percepção sobre o amor que exercemos, para agir com sinceridade, justiça, e que as nossas atitudes possam nos trazer paz. Essa prática nos liberta da culpa, e nos encoraja a fazer o que é preciso.

PRECISAMOS NOS APERFEIÇOAR NO AMOR!

1João 4:18 “No amor não há medo. Antes o perfeito amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento. Aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.”O verdadeiro amor faz a pessoa se sentir forte, corajosa, indiferente ao que os outros vão dizer, vence obstáculos, enfrenta os gigantes. Por outro lado, o amor pode prestar serviços às doenças da alma e se perder na sua essência. A pessoa pode sentir-se insegura, ameaçada, com medo de perder o amor do outro, medo de não ser reconhecida, medo de enfrentar suas dores, tristezas, deformações, medo de fazer o que tem que ser feito, e segue vivendo na superficialidade deste amor, através do reflexo do outro na sua vida.

O exercício do verdadeiro amor de um pai. Lucas 15:11 (ver tema anterior “Armas Espirituais para vencer uma Guerra”

O amor deste pai (na parábola do Filho Pródigo) é uma figura do amor de Deus por nós. Quando o filho pediu a herança, não tentou controlá-lo, retê-lo, mesmo prevendo as más conseqüências. Deixou-o livre e, com isso, ficou também em liberdade, confiando que a experiência o traria de volta, por amor. O amor desse pai foi desenvolvido em pleno conhecimento e em toda a percepção, ele soube discernir as coisas excelentes, agir com espírito sincero, sem culpas. Assim é o amor de Deus: incondicional.
O amor liberta do medo, e porque conhecia o poder do verdadeiro amor, este pai não se tornou um co-dependente das fraquezas do filho. E o teve de volta.

2Coríntios 4:14 “Pois o amor de Cristo nos constrange...”Esse amor quando praticado por nós, faz o outro enxergar as suas próprias falhas e se sentir constrangido pelo amor que está recebendo, amor que não camufla a verdade. Em contra partida, reconhecerá o amor que visa o próprio interesse, cheio de condições para ser doado.
Para exercer o “amor sadio”, é necessário estar constantemente perdoando. Perdoar a si e ao outro, todos os dias, e deixar com Deus a justiça.
Quando nos libertamos das culpas, dos rancores, do ódio, o nosso coração se abre para o verdadeiro amor. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” Mateus 22:36
O caminho natural para se libertar da co-dependência começa pela mudança de atitudes, voltar-se para si mesmo, transformar pensamentos destrutivos em construtivos, tratar as emoções, crescer na fé, alimentar a mente de bons pensamentos, descartar tudo que é maléfico para a alma, para o espírito e ao corpo. Isto é, enxergar as suas próprias necessidades, é o começo para elevar a sua auto-estima. Não é um convite ao egoísmo, pelo contrário, é aprender a ser, para poder doar-se ao outro de forma saudável. Não invada o limite do outro e não se deixe ser invadido.
Precisamos aprender a entregar a Deus nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas dificuldades, ter atitudes saudáveis diante de situações que não sabemos lidar, ou melhor, que não nos compete resolver. Falamos muito em entregar nas mãos de Deus, que “é Ele quem cuida”, “Deus proverá”, “Ele está no controle”... Mas continuamos presos de corpo e alma às situações, que controlam nossas vidas, e não nos damos conta disso.

O que é “entrega? Entregar a Deus tem a ver com humildade, pois o co-dependente se sente onipotente, quer sempre estar no controle. Tem a ver, também, com o conhecimento do Deus que você serve, o quanto você acredita na Sua capacidade de solucionar problemas. Precisa ter fé, crer, acreditar em milagres! O impossível não tem nada a ver com você, é Ele quem faz!
Entregar a Deus, não é desistir, é “aliviar”, é passar a responsabilidade para Aquele que tem infinitamente mais poder do que você para solucionar problemas.
“Nunca se esqueça, ELE É DEUS!”

Martha Miguel

domingo, 26 de abril de 2009

REUNIÃO DO GRUPO


Dalva Pereira

"IRAI-VOS, E NÃO PEQUEIS. NÃO SE PONHA O SOL SOBRE VOSSA IRA..." Ef.4:26


Neste mundo onde a agressividade tomou conta das ruas, das escolas e das casas, as famílias não se entendem, pai agride filho, filho agride pai, os idosos são maltratados, as crianças molestadas, e há mortes todos os dias por balas perdidas; as guerras não têm fim, entre as nações e nas nossas vidas. É um mundo rodeado de injustiças, o que tem tornado os homens cada vez mais agressivos, e os danos pessoais, familiares e sociais são, muitas vezes, irreversíveis.
O que dizer de tudo isso, onde a humanidade se perdeu? Como estancar este descontrole?

No nosso Grupo, temos colocado em discussão todo conhecimento que propicie usar a Inteligência Emocional positivamente, evitando conseqüências danosas.
A ciência tem comprovado que, quem souber administrar bem suas emoções, levar inteligência a elas, e ter domínio próprio, terá um diferencial em todas as áreas de sua vida: no relacionamento amoroso, no trabalho, na vida social, ministerial e familiar. Ainda, fará um bem à sua saúde, evitando muitas doenças, e criando possibilidades para ter longevidade e qualidade de vida.
Um dos sentimentos que, mal conduzido, pode colocar tudo isso em risco é a IRA.

A ira (cólera)
“é um impulso momentâneo, limitado em si mesmo, a que todos nós, em maior ou menor grau, estamos sujeitos.”
Seria ideal se não precisássemos experimentá-la, porém, uma vez irados, necessário se faz dar vazão, e é exatamente na forma de extravasar a ira que nos diferenciamos uns dos outros. Há quem aconselhe sapatear, esmurrar uma almofada ou colchão, ou gritar... resolve?

Outros são da opinião que, “Se eu entrar em ação, a emoção se consome no próprio ato.” É visível esta afirmação quando pessoas iradas agridem a outras, e instantaneamente se aquietam como se nada houvesse acontecido.
É verdadeira a necessidade de se liberar as emoções, dizer o que está sentindo, não reprimir a ira, que certamente se transformará em raiva (ódio), ou ressentimento.
O segredo está em como entrar em ação num momento de ira, sem praticar insanidades!

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Irar mas não pecar, como é isso?
A ira é um sentimento que independe da nossa vontade, vem e pronto.
O pecado, ação danosa que se segue à ira, passa pela consciência, pelo entendimento, e deve ser evitado.

PV. 14:17 diz: “O que facilmente se ira faz doidices, e o homem de maus desígnios é odiado.”Quem tem prazer em estar ao lado de pessoas que têm “pavio curto”? É muito desagradável, são pessoas que se expõem e acabam expondo os outros ao seu redor!
Por outro lado, existem as que carregam por toda uma vida, em silêncio, rancor por outra pessoa, por situações que esta outra nem tem conhecimento de que existiu.
A ira contida gera a raiva (o ódio). Quando não damos vazão a esse sentimento, ficamos a todo instante revivendo-o, e ele se converte em ressentimento.
A Palavra diz “...não se ponha o sol sobre vossa ira...”. O Apóstolo Paulo nos alerta a não guardar o sentimento ruim, não carregar para o outro dia, não deixar que o nosso coração acolha ressentimentos.
Ecl. 7:9 diz “Não te apresses no teu espírito a irar-te, pois a ira abriga-se no seio dos tolos.”A raiva (o ódio), é um sentimento potencialmente destrutivo, para aqueles que o sentem, fazendo-os prisioneiros por toda a vida, “remoendo” o objeto da raiva. Poderíamos nomear esse sentimento, de “falta de perdão”.
Ter domínio próprio não é “engolir o choro”, “passar batido”, “fazer como se não visse”. É ter controle das emoções para agir e reagir adequadamente sem precipitações, utilizando o bom senso.

A Bíblia nos diz em Gálatas 5:17 “...a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrario a carne.”
A ira é um sentimento imaturo e primário, que tem como objetivo a satisfação imediata de sua inquietação.
Porém, quando temos a nossa mente renovada pela Palavra de Deus, a ira pode ser domada e extravasada de forma construtiva.
Gálatas 5:22 “.....Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.”Nós somos seres agraciados com a inteligência, temos a capacidade de nos expressar por palavras, instrumento de grande valor para a comunicação entre os homens. Porém, desde cedo somos ensinados que confessar, aos outros, o que realmente sentimos, é sinal de fraqueza, principalmente se for algo que nos inferioriza, ou se implicar num pedido de perdão, algo tão difícil para se fazer.

Já discutimos aqui sobre de que maneira as emoções vêm, e vão, independente da nossa vontade e por isso, contê-las, não deixar que a fala expresse esses sentimentos, nos faz procurar outra saída, nem sempre a melhor. De acordo com os cientistas, as emoções “falam” com a “linguagem dos órgãos”, ou seja, o adoecimento de um determinado órgão pode ser a forma inconsciente de o indivíduo mostrar seu sofrimento (doenças psicossomáticas, doenças da alma).

Atualmente já se tem comprovado o quanto as emoções podem afetar o organismo do homem, trazendo muitas enfermidades.
Em PV. 28:13 diz: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.
Tiago 5:16 “Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.”


Você precisa refletir como anda o seu domínio próprio, e como a Palavra de Deus pode lhe orientar nas situações de ira, evitando a gritaria, a violência verbal ou física, o abismo entre você e os seus amados, o prejuízo à saúde e às outras áreas da sua vida.
Salmo 37:8 – “ Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.”

Uma prática de resultados excelentes é o “desabafo”, que consiste em não estar só, dividindo com pessoas de confiança, em condições de ajudar, a sua impotência para lidar com estes sentimentos, e deixar-se transformar, mudando o seu comportamento.
Confessar o que sentimos uns aos outros, é remédio para o corpo e para a alma. Compartilhar a tristeza, expor a dor, é como se dividisse, aliviasse as perdas, as angústias.

Nunca guarde sentimentos que te incomodam, busque uma forma adequada para se livrar deles, esse peso você não precisa carregar!
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Martha Miguel

sábado, 18 de abril de 2009

QUANDO A MENTE E O CORAÇÃO CAMINHAM JUNTOS

“A dificuldade do ser humano não está em viver com emoção, mas na forma inadequada em que ela é vivenciada”

Erroneamente aprendemos que precisamos usar a razão, que viver com emoção prejudica o desempenho.
Veremos que esta afirmativa é real se não soubermos estar com as duas em equilíbrio, pois viver só da emoção ou só da razão, são extremos que, igualmente, deixam o homem empobrecido.

Outro dia, uma senhora com seus 70 anos de idade, estressada em suas tarefas profissionais, disse: “Eu acho que ponho muito a emoção no que faço e por isso me desgasto muito, preciso deixar a emoção de lado e usar a razão.”

Visualizando uma balança, coloque a sua razão de um lado e a emoção do outro. Você vai perceber que varia de peso para cada situação vivenciada, e que em muitas delas está extremamente em desequilíbrio.
Precisamos buscar sempre o equilíbrio, ouvir o coração e submetê-lo a tudo que foi aprendido ao seu favor.

Talvez, o difícil esteja em como fazer isso.
Primeiramente, é preciso ter força para romper com os paradigmas, abrir a mente para novas alternativas e perdoar, a si mesmo e ao próximo. Muitas vezes, dizemos “Eu compreendo, mas não sinto”, ou “Eu sinto, mas não sei como fazer”. É preciso levar sabedoria à nossa mente e às nossas emoções.
Porém, não é tão simples assim mudar a mente, a forma como pensamos, o jeito de fazer as coisas, e ainda controlar as emoções para evitar os desastres da vida. Parece coisa impossível.
É difícil sim, precisa ter determinação, uma boa orientação, força interior, e poder para realizar. É preciso boa vontade.


FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Para os Cristãos o caminho onde encontrar esse poder de realização, já nos foi dado a conhecer.
Em Jó 28: 20 e 28 diz: ”De onde, pois, vem a sabedoria? Onde habita o entendimento? O temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é o entendimento”.

Entendemos a palavra de Deus, deixamo-nos mover pelo sentimento que ela nos dá, como coragem, perdão, amor, fé, esperança, mas é no espírito que o homem recebe o poder de Deus para rejeitar o que é ruim para viver esses sentimentos de forma adequada, sendo curado, transformado.
Jesus ensina: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. Mateus 22:37

O entendimento dos ensinamentos do evangelho só pode ser vivenciado quando o coração recebe e decodifica, apontando as mudanças que precisam ser feitas em nossa vida. A mente se renova pelo entendimento, mas a transformação acontece no coração, nas emoções.

Sabemos que estudar a Palavra não é o suficiente para uma transformação efetiva, muitos a entendem de forma inquestionável, mas, doentes em suas emoções, na hora de agir não utilizam o entendimento, o raciocínio, ficando à mercê delas.

O espírito do homem recebe de Deus o poder que rega as emoções com a verdade. É conhecendo o verdadeiro amor de Deus que podemos “compreender emocionalmente”, o arrependimento, o amor, a misericórdia, e o valor do perdão.

É o espírito renovado e fortalecido pelo entendimento da Palavra (Romanos 12:2) que diferencia o homem que serve e o que não serve a Deus.
João 3:7 Jesus diz a Nicodemos “Necessário se vos é nascer de novo.” Ele pergunta: “Como pode ser isso?”. Jesus responde: “Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?”
Nicodemos entendia (na mente) o que Jesus ensinava, sentia (nas emoções) a necessidade de viver tudo aquilo, contudo, não tinha forças para exercitar a sua fé. Faltou a ele o poder, e isso só Deus pode dar, e Nicodemos não se abriu para receber. A fé não encontra pouso numa cabeça confusa, num coração cheio de sentimentos contraditórios, e é preciso saber que a fé, o entendimento, a emoção, são igualmente necessários para se ter o equilíbrio que levará ao bom desempenho.

A Bíblia nos mostra na vida de Pedro e de Judas, a importância do tratar da alma para viver as promessas de Deus.
O Dr. Augusto Cury, em seu livro "O Mestre Inesquecível", faz uma analogia da vida de Pedro e Judas que gosto muito e quero compartilhar com vocês.
Pedro e Judas caminharam com Jesus por três anos, os dois tiveram as mesmas oportunidades, mas os seus destinos foram completamente diferentes.
Pedro era um homem impetuoso, irritado e tenso (pura emoção). Sua mente era um livro aberto: pensou, exteriorizou; bateu, levou. Era muito sincero, não dissimulava seus sentimentos. O seu descontrole emocional o fez negar Jesus por três vezes, mesmo já tendo sido advertido pelo Mestre. Não conseguia “pensar duas vezes”.

Por outro lado, Judas era de mente ponderada, raciocinava antes de agir, mas seu coração era duro. As sementes que Jesus plantou em seu coração, não criaram raízes mais profundas, era solo ruim. Era uma pessoa auto-suficiente e não transparente.
Tanto Pedro como Judas erraram, mas os seus destinos foram diferentes. Por quê?
Os dois erraram e se arrependeram, choraram muito. Ambos sentiram culpa pelo que fizeram com Jesus.

No entanto, havia uma diferença.
Pedro amava Jesus, esse amor resistiu ao drama da culpa, e ele foi alcançado pelo olhar de misericórdia de Jesus, o perdão.

O que Judas sentia por Jesus era admiração, achava vantajoso andar com Ele, mas isto não foi o suficiente para entender as Suas palavras, quando Jesus o chamou de amigo. E Judas traiu Jesus.
Pedro se perdoou, ele conhecia o poder do perdão, Judas se puniu, não conhecia o amor.
Judas se isolou, com vergonha; a dor sufocou suas emoções e tornou-o uma pessoa indigna, levando-o ao suicídio.

Enquanto isso, Pedro deixou-se tocar nas suas emoções, compreendendo a sua fragilidade. Tornou-se  grande, por enxergar sua pequenez.
Para Pedro, o fato de haver negado a Jesus se tornou algo muito insignificante, diante dos seus sentimentos pelo Mestre; com esse sentimento, teve a coragem de contar o que se passava com ele, fortaleceu-se, e isso o levou, logo em seguida, a dar um depoimento fervoroso de sua caminhada com Jesus, para milhares de pessoas.

Jesus nunca facilitou para os discípulos, usava parábolas para que eles buscassem o entendimento e o sentimento nas suas palavras. Ensinava-os a olhar para dentro de si mesmos, e Pedro foi um bom aprendiz.
Como grande mestre, Jesus soube reconhecer em seus discípulos as limitações de cada um diante dos ensinamentos, e até as daquele que rejeitava em recebê-los.
João 17:12 “Nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição...”. Judas se perdeu porque não se abriu para renovar a mente e ser curado em suas emoções.

Tinha o guia para seu entendimento, o poder em suas mãos para ser transformado nas emoções, mas não quis.

Hoje, você tem o Espírito Santo de Deus, que lhe dá poder para transformar a sua mente, e curar as suas emoções. Se algo o incomoda, tira a sua paz, busque saber que sentimento é esse, coloque a razão sobre ele, e a perturbação cessará. A razão trará serenidade e a emoção o “feeling”, ou como se costuma dizer, a intuição para uma atitude sábia na hora certa. Vamos equilibrar essa balança, nem tanto razão, nem tanto emoção, deixe Jesus ser o “pesinho” de equilíbrio dessa balança, para que as suas emoções e a sua mente estejam em perfeita harmonia, com Ele reinando em seu ser.

É o mesmo Jesus, o mesmo evangelho, o mesmo poder, o que você está esperando?

Faça como Pedro! RENDA-SE AO OLHAR DE MISERICÓRDIA DE JESUS!

Pb Martha Miguel

terça-feira, 14 de abril de 2009